Tarifaço dos EUA: Brasil Reage com Estratégia e Oportunidades Globais
25.08.2025
Enquanto o tarifaço dos Estados Unidos pressiona empresas brasileiras, a resposta do Brasil vai muito além da defesa. A palavra de ordem agora é: reconquistar mercado — e explorar novos horizontes.
R$ 30 bilhões para sustentar quem exporta
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, anunciou um pacote robusto de R$ 30 bilhões por meio do Plano Brasil Soberano para socorrer empresas atingidas pelo aumento das tarifas americanas. Esse montante será usado para garantir:
• Empréstimos com melhores condições,
• Redução de tributos,
• Ambiente de segurança para quem exporta.
Tudo voltado exclusivamente para os setores impactados pelo novo tarifário. Além disso, a Apex reforça sua presença nos EUA com um novo escritório em Washington, somando-se aos de Nova York, Miami e São Francisco. O objetivo: lobby direto e ágil com formadores de opinião e tomadores de decisão.
Estratégia: pressionar, mas também negociar
O governo brasileiro está em campo com alianças estratégicas, como com a Amcham (Câmara Americana de Comércio), para mobilizar importadores americanos e buscar a exclusão de produtos brasileiros da lista tarifária. Viana foi claro: “não é só questão comercial, é soberania nacional”. A posição dos EUA teria avançado sobre temas internos do Brasil, como o Judiciário — o que ele classificou como inaceitável.
Oportunidade de virar o jogo
Enquanto pressiona em Washington, o Brasil acelera a busca por novos mercados para exportação. A Apex já mapeou mais de 100 países com potencial, com destaque para 72 mercados com forte interesse em produtos nacionais — de café a calçados.
Segundo Viana, feiras, eventos e missões comerciais serão as ferramentas para abrir caminhos e redirecionar exportações estimadas em até US$ 18 bilhões.
Quem está preparado, sai na frente
Apesar da tensão comercial, o cenário não é de pânico. O Brasil ainda mantém um bom fluxo de comércio com China, Europa, Mercosul e BRICS, e segue com saldo comercial positivo de US$ 10 bilhões no 1º trimestre.
Com bons números em exportações de bens industrializados, há espaço para readequação e inovação. Produtos como máquinas e aparelhos elétricos têm mostrado crescimento — um sinal de que a indústria pode virar protagonista nesse novo contexto.