Simples Nacional pós-reforma: novos desafios para contadores e pequenos empresários

22.09.2025

O Simples Nacional continua sendo o principal regime para micro e pequenas empresas brasileiras, que representam 93,6% das companhias ativas no país. Porém, com a Reforma Tributária (EC nº 132/2023 e LC nº 214/2025), o cenário mudou.

Agora, tributos como ICMS e ISS serão substituídos pelo IBS, enquanto PIS, Cofins e IPI darão lugar à CBS. O Simples foi mantido, mas passa a conviver com um regime híbrido:

IRPJ, CSLL e CPP continuam dentro do Simples;
IBS e CBS podem ser recolhidos fora do regime, como ocorre no Lucro Presumido ou Real.
Isso significa mais obrigações acessórias e escrituração detalhada, mas também abre espaço para creditamento integral pelos clientes, o que pode aumentar a competitividade de empresas do Simples, especialmente no mercado B2B.

Com essa nova realidade, pequenos empresários precisam responder perguntas complexas:

Vale a pena permanecer no Simples ou migrar para outro regime?
Minha base de clientes é B2B ou B2C?
Minha estrutura suporta as novas exigências de controle?
Para os contadores, surge uma oportunidade única: deixar de ser apenas operacional e se tornar consultor estratégico, ajudando empresas a escolher o regime mais adequado e a planejar suas decisões tributárias.