Simples Nacional em xeque: regime híbrido traz novos desafios para empresas e contadores

29.09.2025

O Simples Nacional sempre foi a porta de entrada para micro e pequenas empresas, simplificando tributos e reduzindo burocracias. Porém, com a Reforma Tributária, o regime passa por uma das maiores transformações da sua história.

Agora, o modelo se torna híbrido:

IRPJ, CSLL e CPP continuam dentro do Simples;
IBS e CBS poderão ser recolhidos fora do regime, como ocorre no Lucro Presumido ou no Lucro Real.
Na prática, isso significa mais obrigações acessórias, controles e escrituração, exigindo maior acompanhamento contábil. Por outro lado, as empresas do Simples poderão gerar créditos tributários para seus clientes, algo antes restrito a regimes maiores — o que pode aumentar sua competitividade no mercado B2B.

Para contadores, o desafio é orientar os empresários sobre questões estratégicas:

Continuar no Simples ou migrar para outro regime?
Vale mais a pena trabalhar com o regime híbrido?
Como adaptar controles internos e manter conformidade fiscal?
O Simples segue como um instrumento importante de incentivo às pequenas empresas, mas a promessa de simplificação perde força. Agora, planejamento tributário se torna obrigatório para quem deseja crescer com segurança nesse novo cenário.