Quando a Justiça se torna um custo: o peso da judicialização na vida das empresas

10.11.2025

O ambiente empresarial brasileiro enfrenta uma ameaça silenciosa: o custo da judicialização. Embora apenas 0,4% dos processos do Judiciário sejam de Direito Empresarial, mais de 36 milhões de ações trabalhistas, fiscais e de consumo impactam diretamente quem produz.

Em 2024, o setor privado desembolsou R$ 49,2 bilhões em sentenças trabalhistas e o fisco recuperou R$ 61,3 bilhões em processos tributários — um retrato claro do peso que os litígios têm sobre a economia real.

Diante desse cenário, cresce o debate sobre soluções extrajudiciais e a busca pela chamada “Meta Zero”, que propõe reduzir o volume de processos por meio de mediação e reformas sistêmicas.

Enquanto isso, a Recuperação Judicial (RJ) bate recorde de pedidos, com destaque para o agronegócio, setor que agora usa o instituto como ferramenta estratégica — e, em alguns casos, questionável.

No campo regulatório, o CADE propõe nova lei para regular grandes plataformas digitais e o STF confirmou tarifas adicionais dos EUA, pressionando contratos e exportações.

Apesar dos desafios, há sinais de avanço: queda nos processos tributários estaduais e a iminente chegada do IBS e CBS em 2026 indicam uma transição para um sistema mais racional e previsível.