Caso Banco Master: quando o prejuízo é socializado e o risco vira produto

01.12.2025

A falência do Banco Master, que obrigará o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a pagar R$ 41 bilhões a investidores, escancarou um problema: o risco virou produto.

A instituição prometia CDBs de até 160% do CDI, lastreados por ativos de baixa liquidez e com falhas de supervisão. O Banco Central demorou a agir, e o FGC agora enfrenta o maior resgate de sua história.

Embora os grandes bancos contribuam com o fundo, o custo final recai sobre o cliente, via rentabilidade menor. O caso reacende o debate sobre limites de cobertura e transparência nas garantias bancárias.

A lição é clara: retorno alto sempre traz risco — e alguém paga a conta.